CURRÍCULO BASE DE GAROPABA PARA ARTES
FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS
Referencial teórico:
“Os fundamentos pedagógicos da BNCC
Foco no desenvolvimento de
competências
O conceito de competência,
adotado pela BNCC, marca a discussão pedagógica e social das últimas décadas e
pode ser inferido no texto da LDB, especialmente quando se estabelecem as
finalidades gerais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (Artigos 32 e 35). Além
disso, desde as décadas finais do século XX e ao longo deste início do século
XXI9, o foco no desenvolvimento de competências tem orientado a maioria dos
Estados e Municípios brasileiros e diferentes países na construção de seus
currículos10. É esse também o enfoque adotado nas avaliações internacionais da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena
o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês)11, e
da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco, na sigla em inglês), que instituiu o Laboratório Latino-americano de
Avaliação da Qualidade da Educação para a América Latina (LLECE, na sigla em
espanhol)12. Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem
estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação
clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de
conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem
“saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades,
atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno
exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências
oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as
aprendizagens essenciais definidas na BNCC”.
(BNCC. BRASIL. 2017, p.14)
Tendo como base o recorte a cima e diversas discussões na busca de alcançarmos clareza para o exercício da prática, concluímos que a BNCC nos sinaliza para a incumbência de uma prática que abarque os conhecimentos considerados essenciais para uma formação integral do cidadão, valorizando tanto os aspectos educacionais como a escolarização, primando pelo aspecto inovador, onde objetos do conhecimento (conteúdos) acarretarão uma ou mais habilidades, valores e atitudes que, uma vez desenvolvidos no aluno, acarretarão determinadas competência, agora, foco da aprendizagem preconizada nesta BNCC.
E,
ainda, considerando
a grande complexidade do aprendizado proposto pela BNCC, não é possível
adotarmos um teoria de aprendizagem, única, que preencha completamente suas
diversas necessidades. Contudo, como tem ocorrido por diversas partes do mundo,
como preconiza a própria BNCC, também
adotaremos como fundamentação todo o processo ensino-aprendizagem focado nas
competências, tanto específicas , quanto gerais, visto que estas se definem
como um pequeno sistema composto de um objeto do conhecimento ou, simplesmente,
um aprendizado (conhecimento efetivado), somado às habilidades que possibilitam
a este aluno, além de saber, saber o que fazer e como fazer com o que sabe e, assim, se
apresentando apto a solucionar problemas ou dificuldades apresentados no seu cotidianos,
seja no trabalho, ou no campo socioemocional e, portanto, este somatório corporifica o
sistema o qual , aqui é chamado de competência. Daí a importância da fala “foco na competência”, uma vez que a mesma só
será alcançada mediante este somatório de aprendizados.
Com esta inferência como ponto de partida, prosseguiremos
conhecendo os diversos conceitos necessários a uma compreensão mais ampla para
uma boa prática educativa.:
·
Concepção de arte
Partindo das leituras
e discussões relativas a concepção de arte, no Ensino Fundamental - anos
iniciais, assumida neste documento, optamos pela definição presente no
Currículo Base do Território Catarinense (2019):
A
Arte é um artefato da cultura humana e das relações que o sujeito estabelece
com o contexto, com os outros sujeitos e com ele mesmo. A educação em Arte
está, pois, ligada à história das culturas da humanidade, que seguiu um padrão
hegemônico até as transformações advindas com os pressupostos da modernidade.
Esse movimento trouxe experiências para o ensino da Arte, de modo a ampliar as
possibilidades de ensinar e de aprender
(SANTA CATARINA, 2019, p. 237).
Entendemos também que arte,
enquanto componente curricular, conforme BNCC, contempla as seguintes unidades
temáticas: artes visuais, música, dança, teatro e artes integradas e, ainda
referendada na BNCC, para estas unidades temáticas, temos as seguintes
dimensões do conhecimento:
· Criação : refere-se a
criatividade do aluno ao produzir sua própria obra, consciente da intensão
estética modelando perceptos e afectos que darão vida própria a sua obra.
· Critica: permite ao aluno, por
intermédio de estudos e pesquisas, saber colocar seus argumentos ao efetuar
análise relativas as obras de artes
· Estesia: ocorre quando o
aluno se torna capaz de se sensibilizar com a obra que observa ou participa e
dela extrair vivências significativas para sua própria vida.
·
Expressão: refere-se a
capacidade adquirida pelo aluno que o torne capaz de expressar-se expondo-se
artisticamente
· Fruição: refere-se
capacidade do aluno de participar de processos artísticos com sensibilidade
para integrar-se, interagindo com a obra em sí.
· Reflexão: refere-se a
capacidade adquirida pelo aluno de, por intermédio da sensibilidade, poder
analisar e fazer inferências relativas as possíveis conexões entre a obra,
enquanto ficção e a realidade.