terça-feira, 1 de outubro de 2019



CURRÍCULO BASE DE GAROPABA PARA ARTES

FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS
      
       Referencial teórico:

“Os fundamentos pedagógicos da BNCC
Foco no desenvolvimento de competências

O conceito de competência, adotado pela BNCC, marca a discussão pedagógica e social das últimas décadas e pode ser inferido no texto da LDB, especialmente quando se estabelecem as finalidades gerais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (Artigos 32 e 35). Além disso, desde as décadas finais do século XX e ao longo deste início do século XXI9, o foco no desenvolvimento de competências tem orientado a maioria dos Estados e Municípios brasileiros e diferentes países na construção de seus currículos10. É esse também o enfoque adotado nas avaliações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês)11, e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), que instituiu o Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação para a América Latina (LLECE, na sigla em espanhol)12. Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC”.

                                                                                (BNCC. BRASIL. 2017, p.14)

         
Tendo como base o recorte a cima e diversas discussões na busca de alcançarmos clareza para o exercício da prática, concluímos que a BNCC nos sinaliza para a incumbência de uma prática que abarque os conhecimentos considerados essenciais para uma formação integral do cidadão, valorizando tanto os aspectos educacionais como a escolarização, primando pelo aspecto inovador, onde objetos do conhecimento (conteúdos) acarretarão uma ou mais habilidades, valores e atitudes que, uma vez desenvolvidos no aluno, acarretarão determinadas competência, agora, foco da aprendizagem preconizada nesta BNCC.

         E, ainda, considerando a grande complexidade do aprendizado proposto pela BNCC, não é possível adotarmos um teoria de aprendizagem, única, que preencha completamente suas diversas necessidades. Contudo, como tem ocorrido por diversas partes do mundo,  como preconiza a própria BNCC, também adotaremos como fundamentação todo o processo ensino-aprendizagem focado nas competências, tanto específicas , quanto gerais, visto que estas se definem como um pequeno sistema composto de um objeto do conhecimento ou, simplesmente, um aprendizado (conhecimento efetivado), somado às habilidades que possibilitam a este aluno, além de saber, saber o que fazer e  como fazer com o que sabe e, assim, se apresentando apto a solucionar problemas ou dificuldades apresentados no seu cotidianos, seja no trabalho, ou no campo socioemocional  e, portanto, este somatório corporifica o sistema o qual , aqui é chamado de competência. Daí a importância da fala  “foco na competência”, uma vez que a mesma só será alcançada mediante este somatório de aprendizados.  

               Com esta inferência como ponto de partida, prosseguiremos conhecendo os diversos conceitos necessários a uma compreensão mais ampla para uma boa prática educativa.:






·        Concepção de arte

Partindo das leituras e discussões relativas a concepção de arte, no Ensino Fundamental - anos iniciais, assumida neste documento, optamos pela definição presente no Currículo Base do Território Catarinense (2019):


                                         A Arte é um artefato da cultura humana e das relações que o sujeito estabelece com o contexto, com os outros sujeitos e com ele mesmo. A educação em Arte está, pois, ligada à história das culturas da humanidade, que seguiu um padrão hegemônico até as transformações advindas com os pressupostos da modernidade. Esse movimento trouxe experiências para o ensino da Arte, de modo a ampliar as possibilidades de ensinar e de aprender  (SANTA CATARINA, 2019, p. 237).

Entendemos também que arte, enquanto componente curricular, conforme BNCC, contempla as seguintes unidades temáticas: artes visuais, música, dança, teatro e artes integradas e, ainda referendada na BNCC, para estas unidades temáticas, temos as seguintes dimensões do conhecimento:
·     Criação : refere-se a criatividade do aluno ao produzir sua própria obra, consciente da intensão estética modelando perceptos e afectos que darão vida própria a sua obra.
·   Critica: permite ao aluno, por intermédio de estudos e pesquisas, saber colocar seus argumentos ao efetuar análise relativas as obras de artes
·      Estesia: ocorre quando o aluno se torna capaz de se sensibilizar com a obra que observa ou participa e dela extrair vivências significativas para sua própria vida.
·        Expressão: refere-se a capacidade adquirida pelo aluno que o torne capaz de expressar-se expondo-se artisticamente
·  Fruição: refere-se capacidade do aluno de participar de processos artísticos com sensibilidade para integrar-se, interagindo com a obra em sí.
·      Reflexão: refere-se a capacidade adquirida pelo aluno de, por intermédio da sensibilidade, poder analisar e fazer inferências relativas as possíveis conexões entre a obra, enquanto ficção e a realidade.

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